Irã rompe canal direto com EUA após ameaça de Trump e tensão global aumenta

Mesmo com corte na comunicação, negociações seguem por mediadores enquanto ultimato sobre Estreito de Ormuz eleva risco de escalada militar

O Irã decidiu cortar as comunicações diretas com os Estados Unidos após declarações do presidente Donald Trump ameaçando “destruir toda a civilização” iraniana. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (7).

Apesar do rompimento direto, autoridades do Oriente Médio afirmam que as negociações por um possível cessar-fogo continuam por meio de mediadores internacionais. O cenário, no entanto, se torna mais delicado diante do prazo imposto por Trump para que Teerã reabra completamente o Estreito de Ormuz até as 21h (horário de Brasília).

O estreito é uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo, e sua restrição parcial já provocou impactos nos preços internacionais da energia. A ameaça de fechamento total, ou até mesmo de outras rotas como Bab el-Mandeb, amplia o temor de uma crise energética global.

Em resposta às pressões, o governo iraniano adotou um tom desafiador. Segundo uma autoridade ouvida pela Reuters, o país não pretende ceder a “promessas vazias” e pode reagir de forma mais dura caso haja novos ataques, incluindo ações que afetariam diretamente o fornecimento de energia na região.

O ultimato de Trump ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que já se estende por semanas. O presidente norte-americano afirmou que, caso não haja avanço nas negociações, o país poderá realizar ataques em larga escala contra infraestrutura estratégica iraniana, como pontes e usinas de energia.

A escalada verbal e militar preocupa a comunidade internacional, já que qualquer interrupção prolongada nas rotas energéticas do Oriente Médio pode gerar efeitos diretos na economia global, pressionando ainda mais a inflação e os custos de energia em diversos países.